A reforma em debate
Data: 09/07/2008
ABP co-organiza Colóquio Psiquiatria e Saúde Pública para discutir os impasses e novos desafios da assistência psiquiátrica no Brasil
A Associação Brasileira de Psiquiatria organiza, em parceria com o Ministério da Saúde, o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (LAPS/ENSP/Fiocruz) e o Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o “Colóquio Psiquiatria e Saúde Pública: Atualizando a Agenda da Reforma Psiquiátrica Brasileira”, que acontecerá nos dias 25 e 26 de julho, na UERJ. O objetivo do evento é discutir os impasses e novos desafios que o atual quadro da assistência psiquiátrica no Brasil apresenta, com o intuito de contribuir na ordenação de uma nova agenda para os próximos anos.
Os debates terão representantes de setores envolvidos com o tema - a universidade, os órgãos públicos e a ABP. Serão quatro eixos temáticos: Epistemologia, ética e clínica; Dispositivos assistenciais; Estilos de formação profissional; Neurociências, biotecnologias e clínica. Para cada eixo haverá uma mesa-redonda com três relatores e dois debatedores.
O presidente da ABP, João Alberto Carvalho, coordenará a mesa-redonda “Epistemologia, ética e clínica: pluralidade ou ecletismo”. Para ele, o evento é uma oportunidade de firmar o posicionamento da Associação. “Na gestão de Josimar França, a ABP abriu caminhos de negociação com o poder público. Hoje podemos e devemos aproveitar a oportunidade de sentar à mesma mesa para discutir idéias e apresentar proposições sérias, que direcionem as políticas de saúde mental no Brasil”, comentou.
As outras mesas do Colóquio abordarão os seguintes temas: “Dispositivos assistenciais: modelo ou rede”; “O trabalho em saúde mental: construindo uma agenda de formação” e “Neurociências, biotecnologias e clínica da reforma”. Em todas as atividades, haverá representantes da Associação Brasileira de Psiquiatria
Ao final do Colóquio, os organizadores planejam produzir uma carta que expresse o conteúdo das discussões. O documento terá um caráter analítico e propositivo e será distribuído amplamente no campo da psiquiatria e da saúde mental, como instrumento para fomentar o debate sobre a agenda da reforma psiquiátrica e os rumos da política de saúde mental no país. Também há o planejamento para montar uma publicação com os papers, a discussão (editada) e as conclusões, em uma revista indexada ou em livro, por uma editora com penetração na área da saúde.
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