Paulistano acredita que pessoas com depressão são violentas
Data: 08/10/2008
Estudo mostra que estigma de transtorno mental ainda persiste na população, que vê portadores da doença como nocivos e perigosos à sociedade
O Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizou uma pesquisa com a população da capital paulista sobre o estigma da depressão. O objetivo do levantamento era avaliar crenças e atitudes estigmatizantes da população em relação aos indivíduos que possuem o transtorno.
Os resultados apontam que 57% dos entrevistados acreditam na possibilidade de indivíduos com depressão cometerem atos violentos; 49% acreditam que essas pessoas provocam idéias negativas entre membros da sociedade. O estudo também mostra que 41% acreditam que haveria reações de afastamento. Por outro lado, as reações emocionais declaradas pelos próprios entrevistados foram principalmente de natureza positiva.
De acordo com a psicóloga Érica Peluso, responsável pela pesquisa, a conclusão que se pode tirar é que os indivíduos com depressão são vistos, por grande parte da população, como perigosos e capazes de provocar reações estigmatizantes na sociedade.
A pesquisa foi feita com uma amostra probabilística de quinhentos indivíduos residentes na cidade de São Paulo, com idade entre 18 e 65 anos. Foi utilizado um questionário que começava com a apresentação de uma vinheta que descrevia um indivíduo com depressão, seguida de questões que avaliaram a percepção de estigma e discriminação, risco de violência e reações emocionais do entrevistado em relação ao caso apresentado.
Congresso
A psicóloga Érica Peluso vai apresentar os resultados completos da pesquisa no XXVI Congresso Brasileiro de Psiquiatria (CBP), que acontecerá entre os dias 15 e 18 de outubro, em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Para mais informações, entre em contato com a assessoria de imprensa da ABP.
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Fonte: Agência Saúde Mental
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